Seta verde Cancro Bacteriano da Videira

 

O cancro bacteriano da videira é causado pela bactéria Xanthomonas campestris pv vitícola, foi detectada pela primeira vez no Brasil em 1998 no Submédio do Vale do São Francisco.  Devido a sua importância econômica, esta se constitui um dos principais problemas fitossanitários para a videira nas áreas irrigadas do Vale.

Nessa região o período mais favorável para o desenvolvimento da infecção é o primeiro semestre do ano, devido á ocorrência de chuvas, condição que favorece a disseminação da bactéria.

É uma Praga Quarentenária A2 que ocorre no Estado de Pernambuco, no município de Petrolina. Ocorre também nos estados da Bahia, Piauí, Ceará e Roraima.

Sintomas

Os sintomas nas folhas surgem como pontos necróticos com ou sem alos amarelados que podem coalescer e causar a morte de extensas áreas do limbo foliar. Nas nervuras e pecíolos, ramos e ráquis dos frutos formam-se manchas escuras alongadas que evoluem para fissuras longitudinais de coloração negra denominadas de cancros, resultando na dilaceração dos tecidos e obstrução parcial do fluxo de seiva. As bagas são desuniformes em tamanho e cor, podendo apresentar lesões necróticas.

Disseminação

Ocorre por meio de material propagativo infectado, utilizado em enxertia e na formação das mudas. Pode ocorrer também por meio de restos de cultura infectados espalhados pelo pomar ou aderidos a contentores, tesouras, canivetes, luvas, roupas e implementos agrícolas utilizados no manuseio de plantas doentes. A disseminação da bactéria é favorecida por ventos fortes associados a chuvas.

 Medidas de Prevenção

- Instalar pedilúvio com amônia quarentenária 0,1% ou tapete de cal virgem na entrada da fazenda ou pomar.

- Adquirir mudas e material propagativo com sanidade comprovadas (CFO)

- Proceder a desinfecção de tesouras (poda, raleio e colheita) com solução de hipoclorito de sódio 2%, água sanitária 50% ou amônia quaternária a 0,1%.

- Realizar inspeções periódicas no pomar, visando a detecção de focos iniciais de infecção.

Medidas de Controle

- Nas propriedades ou talhões com ocorrência da bactéria, as podas em variedades altamente suscetíveis não deverão ser realizadas no período chuvoso.

- Na área ou talhão com ocorrência da bactéria todo o material resultante das podas de produção deverá ser retirado da área e queimado.

- Utilizar variedades que apresentem altos níveis de resistência a doenças em áreas contaminadas com a bactéria.

- Eliminar plantas que comprovadas pela pesquisa sejam hospedeiras alternativas da bactéria.

A ADAGRO vem realizando cadastros e inspeções fitossanitárias em áreas produtoras de uva no município de Petrolina, e atendendo a Instrução Normativa do MAPA de nº 09 de 09/04/2006, que estabelece critérios para o controle da praga, inclusive erradicação de áreas abandonadas.